Origem do Povo Cigano

Ciganos: belos, expressivos e envoltos em mistérios

Existem muitas lendas e histórias envolvendo a origem dos Ciganos e seus costumes.


Como se trata de um Povo muito antigo e extenso é difícil que até eles mesmos saibam a verdadeira Origem de sua história.


Quando procuramos sobre essa rica cultura, é tudo muito baseado em contos, crenças, lendas, histórias e suposições, pois faltam documentos e registros dos mesmos.


Seus costumes e habilidades foram passados oralmente e claro, de forma que para saber, era preciso vivenciar.


O fato de queimarem ou eliminarem todos os pertences do Cigano ou Cigana que vem a falecer, dificulta ainda mais os registros desse Povo. Há fontes que dizem que a cultura Cigana surgiu no subcontinente indiano, se espalhando assim para toda Europa,


Austrália, Oriente Médio e Américas. A medida em que foram migrando, sofreram discriminação e perseguição durante muito tempo. Muitas vezes estereotipados como desleais, ladrões, sequestradores e malandros por conservadores, o Povo Cigano seguiu em frente com sua tradição nômade, prezando pela liberdade de ser e viver.


O que a História Conta?

O que as histórias e pesquisam contam, é que se trata de uma cultura de grande poder espiritual, mágico e cheias de dons, desde as adivinhações, até o tarot e a grande diversidade musical.


Os antropólogos dizem que ao contrário do que muitos pensam, trata-se de um povo de origem muito afortunada, onde dentro da tradição são combinados os casamentos entre as famílias ciganas desde cedo.


É comum que tenham muitos filhos, pois na maioria das vezes são vistos como mais uma oportunidade de enriquecer e surgir novos dons.


Quando o Cigano nasce, recebe seu batismo: o bebê é banhado no vinho, recebendo chuvas de moedas, baforadas de cigarrilhas/charutos/cigarros e rezos.


Também é concedido a ele três nomes: um que é cochichado em segredo no ouvido do recém-nascido, outro nome Cigano e um nome social, para lidar com pessoas de fora. Quando falamos dos Ciganos no Brasil, os Calon (ou calé) tem sua extrema importância pois foram os primeiros a chegarem no século XVI como degredados de Portugal.

Se pensarmos neles em nossa terra, logo associamos também a Entidades da Umbanda, que trabalham dentro dessa linha há 26 anos. Essas entidades já apareciam em diversos terreiros, porém não existia um grupo ou falange destinada exclusivamente a elas.


Incorporavam em Giras, fossem elas de Boiadeiros, Caboclos, Esquerda, Baianos, etc, demonstrando desde cedo, sua liberdade de expressão e visão, não se limitando a linhas. Apesar de chegarem nos terreiros com toda alegria, essas Entidades ainda não tinham o aval espiritual para trabalharem em seus cavalos.


Quando foram aceitos, foram destinados a trabalharem de forma livre dentro de suas habilidades e vontade de ajudar ao próximo, porém, não são Entidades que costumam vir em trabalhos mais densos.


Hoje, os Ciganos e Ciganas trabalham com a espiritualidade lendo cartas através de seus médiuns, ensinando simpatias, trabalhando com elementos, conselhos e claro, ensinando aqueles que buscam, a importância de se viver de forma livre, leal, colorida e muito alegre. São Entidades que gostam de festejar, de sorrir, de dançar e celebrar a união entre todos, como em vida, onde prezavam e prezam pelas fogueiras, cantos, rezos, danças e músicas.


Tem grande vocação para ajudar aqueles que precisam na parte emocional, econômica e profissional, pois nos dias de hoje são essas as questões que mais prendem as mentes, corações e espíritos de nós humanos, portanto trabalham muito bem com esses temas quebrando as correntes e nos dando formas mais livres e harmônicas de vermos e trabalharmos nossos problemas.





Ciganos na Umbanda

Santa Sara Kali

Na visão Umbandista, a figura de Santa Sara Kali é muito reverenciada, pois é a Santa dos Ciganos.

Considerada a Padroeira das gestantes e dos desesperados, Santa Sara Kali conviveu com Jesus em sua passagem terrena, sendo uma servente de uma das três Marias que acompanhavam Jesus em sua pregação.

Os Ciganos como Entidades, também recebem oferendas: velas coloridas e douradas, instrumentos (entre eles pandeiros enfeitados com fitas), frutas diversas, rosas e flores do campo, incensos, moedas, mel, vinho tinto ou branco, sucos de frutas, leques, castanholas, xales, véus, baralhos, tarot, cigarrilhas, aromatizadores, defumadores, cristais, adornos femininos e até água mineral. Variando de Cigano (a) para Cigano (a) e motivos específicos da Oferenda.



Camila Pistoresi é a comandante musical dos rituais xamânicos e das rodas dos animais de poder do Templo Polimata Mairiporã

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